Juno – Via das quatro fontes – Roma
Mensis Iunius era no, calendário Romano antigo, o quarto mês, que passou a ser o sexto, depois da reforma de Numa Pompílio.
O nome do mês está relacionado com a deusa Juno, esposa de Júpiter e que adoptou o epíteto de «Juno Moneta», isto é, a que avisa – moneō –, cujo aniversário era a 1 de Junho e tinha um templo em Roma em sua honra, datado de 344 a. C. Este nome pelo qual era conhecida deve-se ao facto de perante um ataque surpresa dos gauleses, os gansos, que no Capitólio estavam dedicados à Deusa, terão dado o alarme e assim evitado que entrassem na cidadela. Ovídio adianta ainda que junho vem de juntar, quando Tácio e Quirino juntaram os dois reinos.
Ainda quanto ao epíteto de «Juno moneta» alguns adiantam que se relaciona com moeda, – moneta, -ae –, visto que em 269 a.C. foi instalada nas proximidades do templo de Juno um centro de cunhagem de moedas e as peças cunhadas que daí saíam receberam o nome de moneta.
Hic quoque mensis habet dubias in nomine causas: / quae placeat, positis omnibus, ipse leges. (…)
ex illis fuit una, sui germana mariti; / haec erat, agnovi, quae stat in arce Iovis. (…)
‘Romulus… sic statuit, mensesque nota secrevit eadem: / Iunius est iuvenum; qui fuit ante, senum.’ (…)
haec ubi narravit Tatium fortemque Quirinum / binaque cum populis regna coisse suis, / et lare communi soceros generosque receptos, / ‘his nomen iunctis Iunius’ inquit ‘habet.’ (…)
Arce quoque in summa Iunoni templa Monetae / ex voto memorant facta, Camille, tuo. / ante domus Manli fuerat, qui Gallica quondam / a Capitolino reppulit arma Iove.[1]
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“Tem também este mês dúbias causas p’r’o nome; / escolhe a que te agrada entre as que eu mostro. (…)
Uma era a irmã do esposo – era, eu reconheci, a que no Capitólio está com Jove. (…)
Rómulo… assim decidiu e separou os meses: / junho é dos jovens, maio foi dos velhos. (…)
Quando contou que Tácio e o valente Quirino / os dois reinos juntaram com seus povos, / e que entraram em lar comum o genro e o sogro, / disse: “vem de juntar de junho o nome”. (…)
E ainda a Juno Moneta um templo nesse dia / Camilo, por um voto, dedicou / sobre a casa de Mânlio – o que do templo a Jove / Capitolino os gálios repeliu.”[2]
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[1] Ovídio – Os Fastos, Livro VI– vv.1-2; 17-18; 84; 87-88; 183-186.
[2] Ovídio, Os Fastos, tradução de Márcio Meirelles Gouvêa Júnior, Autêntica CLÁSSICA.








