Minerva – Palácio Nacional de Queluz[1]
As Quinquatria minora (Quinquatrus minores ou minusculae) era festividades celebradas, entre os dias 13 e 15 de Junho, em honra de Minerva.
No ritual, flautistas com o rosto coberto com máscaras e vestidos com togas largas, percorriam as ruas da cidade num ambiente de bebedeiras e orgias e culminava junto ao templo de Minerva.
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“et iam Quinquatrus iubeor narrare minores. / nunc ades o coeptis, flava Minerva, meis. / ‘cur vagus incedit tota tibicen in Urbe? / quid sibi personae, quid stola longa volunt?’ / sic ego. sic posita Tritonia cuspide dixit (…)
‘temporibus veterum tibicinis usus avorum / magnus et in magno semper honore fuit:
cantabat fanis, cantabat tibia ludis, / cantabat maestis tibia funeribus; (…)
adde quod aedilis, pompam qui funeris irent, / artifices solos iusserat esse decem. / exilio mutant Urbem Tiburque recedunt: (…)
servierat quidam, quantolibet ordine dignus, / Tibure sed longo tempore liber erat. / rure dapes parat ille suo, turbamque canoram / convocat: ad festas convenit illa dapes. / nox erat, et vinis oculique animique natabant, (…)
nec mora, convivae valido titubantia vino / membra movent; dubii stantque labantque pedes. / at dominus “discedite” ait (…)
adliciunt somnos tempus motusque merumque, / potaque se Tibur turba redire putat. / iamque per Esquilias Romanam intraverat urbem, / et mane in medio plaustra fuere foro. / Plautius, ut posset specie numeroque senatum / fallere, personis imperat ora tegi, / admiscetque alios et, ut hunc tibicina coetum / augeat, in longis vestibus esse iubet; (…)
sum tamen inventrix auctorque ego carminis huius: / hoc est cur nostros ars colat ista dies.’[2]
“Mandaram-me narras as Quinquátrias menores. / Auxilia, Minerva, a minha empresa. / «Por que o flautista errante corre inteira a urbe? / Que más caras, que longas vestes trajam?» Depondo a lança, assim me responde Tritônia (…)
«No tempo dos avós, frequente era o flautista, / numa tarefa sempre muito honrada. / A flauta era tocada em templos e nos jogos, / e era tocada em tristes funerais. (…)
Pois u’edil ordenou que nas fúnebres pompas / pudesse haver apenas dez artistas. / Da Urbe se exilam, se retiram para Tíbur (…)
Morava em Tíbur u’homem digno, escravo outrora, / que fora libertado há muito tempo. / Um banquete em seu campo ele prepara e chama / os músicos, que à festa comparecem. / De noite, em vinho, mentes e olhos se encharcavam, (…)
Logo, embriagados pelo vinho, os convidados / movem-se, cambaleiam e tropeçam. / O dono diz: ‘Parti’ (…)
O tempo, o vinho e o movimento os adormecem, / e, bêbados, a Tíbur pensam ir. / Pelo Esquilino, então, a carroça entra em Roma, / e, de manhã, no Fórum se encontrava. / Pláucio, para enganar o Senado nos votos, / manda que eles em máscaras se ocultem; / aos outros os mistura – e, p’ra aumentar o grupo, / manda as flautistas porem longas vestes. (…)
Sou a inventora do instrumento e de seus cantos, / por isso seus artistas me cultuam.”[3]
Bibliografia Geral:
Valverde, José Contreras et alii, Diccionario de la Religión Romana, Ed. Clásicas, Madrid, 1992.
[1] http://matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=999171
[2] Ovídio – Os Fastos, Livro VI– vv.651-655; 657-660; 663-665; 669-673; 677-679; 681-688; 709-710.
[3] Ovídio, Os Fastos, tradução de Márcio Meirelles Gouvêa Júnior, Autêntica CLÁSSICA.








