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No Olho do Cíclope: O Farol do Cabo de Sines

Palco de inúmeros naufrágios, a costa alentejana ofereceu importantes perigos à navegação enquanto não dispôs de sinais luminosos. O plano dos faróis, aprovado em 1870, previu a construção de um no Cabo Sardão e de outro no Cabo de Sines. Este entrou em funcionamento em 1880, com uma torre de 22 m de altura e 41 m de altitude. Avistando-se a grande distância, o farol constitui uma das marcas da paisagem e da identidade locais.
À data da construção, o aparelho óptico consistia numa lanterna de 2.ª ordem, tendo por fonte luminosa a incandescência pelo vapor de petróleo com luz fixa, enquanto a luz de reserva era um bico de nível constante. Em 1915, essa lanterna cedeu o lugar a um aparelho lenticular de Fresnel, sendo a rotação produzida por uma máquina de relojoaria: a luz, até aí fixa, passou a ritmada. A electrificação ocorreu em 1948. Com a montagem de painéis na óptica, em 1950, o equipamento ganhou a característica de aero-marítimo.
Obras de alteamento da torre, em 1992-1995, deram-lhe 28 m de altura e 48 m de altitude, tornando mais perceptível a sua luz; data de então um novo aparelho óptico, híbrido, que continua a prestar bons serviços à intensa navegação que se faz sentir ao largo da costa de Sines.




