Exposição ARTUR PASTOR, Um Alentejo Distante – Centro Unesco para a Salvaguarda do PCI . Beja

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Encontra-se patente desde o dia 7 de Dezembro a exposição Artur Pastor, Um Alentejo Distante no ​Centro Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial – Beja, sendo visitável até dia 17 de Março de 2020. 
 
Esta exposição resulta da colaboração entre as autarquias de Lisboa e Beja, e da cooperação entre o Arquivo Municipal de Lisboa e o Centro Unesco – Beja.
 
Artur Pastor foi um dos grandes fotógrafos portugueses do século XX. Alentejano, nasceu em Alter do Chão em 1922, e aos 3 anos de idade foi viver para Évora tendo vindo, posteriormente, a frequentar a Escola de Regentes Agrícolas de Évora, onde concluiu o curso de regente agrícola em 1951. Tornou-se fotógrafo do Ministério da Agricultura e criador do Arquivo Fotográfico desta instituição, para o qual trabalhou toda a vida. 
 
É indiscutível a qualidade do corpo de imagens que Artur Pastor produziu ao longo da sua vida. Retratou Portugal de lés-a-lés com um rigor de arquivista e um dom de poeta da imagem. Do Alentejo são muitos os seus trabalhos e nesta exposição estarão em exibição 70 imagens organizadas em dois núcleos: um primeiro dedicado a ilustrar as capturas que Pastor efectuou dentro do perímetro urbano de Beja e um segundo núcleo dedicado ao imenso campo alentejano, às suas artes e ofícios. No périplo sugerido, sempre enquadrados pelas belíssimas e poéticas fotografias de Artur Pastor, propõe-se uma viagem etnográfica a um Alentejo distante em tempo e em modo, já de muitos outros usos e costumes, de outras artes e de outros ofícios. 
 
Para este efeito são apresentadas provas originais produzidas pelo fotógrafo para as suas exposições e provas atuais produzidas pelo Arquivo Municipal de Lisboa. Será ainda apresentado um documentário “Paisagem de Artur Pastor”, realizado por Fernando Carrilho e produzido pela Videoteca Municipal de Lisboa em 2014.
 
O espólio de Artur Pastor foi adquirido, à família do fotógrafo, pelo Arquivo Municipal de Lisboa após a sua morte. Foi objeto de uma grande exposição em Lisboa, organizada pelo Arquivo Municipal a qual esteve patente no Arquivo Fotográfico e no Museu da Cidade em 2014. Desde a sua aquisição e primeira divulgação, a coleção de fotografia de Artur Pastor tem vindo a despertar crescente interesse do público, sendo progressivamente mais solicitada, tanto para ilustração como para mostras de caráter regional na Nazaré, Sesimbra, Alter do Chão, Lagoa, Évora e Tavira.
A exposição é visitável nos dias úteis entre as 9h e as 18h30.
 
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